Segundo o documento, a mineração invade Unidades de Conservação e Terras Indígenas; e provoca danos por causa do uso do mercúrio, além do desmatamento e resíduos químicos. Além disso facções ligadas ao tráfico de drogas na América Latina também estariam explorando o minério para lavar dinheiro. Esses grupos têm se infiltrado nas cadeias de fornecimento de ouro, atraídos pelo aumento dos preços e aproveitando as rotas e a infraestrutura, que já são usadas pelo tráfico de drogas.
Notícias relacionadas:Comércio exterior da mineração tem saldo de US$ 7,6 bi no 1º trimestre.Senado cria grupo para discutir mineração em terras indígenas.A agência da ONU destacou ainda atividades de mineração de ouro, em pequena escala, na Bacia do Rio Tapajós, no estado do Pará, onde dois terços da produção de ouro é considerada ilegal.
A partir de mais de 800 entrevistas com garimpeiros, no início de 2023, o Escritório da ONU constatou que 40% deles podem ter sido vítimas de tráfico humano para trabalho forçado.
Quase a metade relatou recrutamento fraudulento e más condições de trabalho, com média de mais de 12 horas por dia, e muitas vezes 7 dias por semana. Os problemas de saúde decorrentes da situação precária da atividade garimpeira também são muitos.
Sete em cada dez entrevistados têm ansiedade e depressão, e quase metade já sofreu acidentes graves. A maioria desconhecia direitos trabalhistas ou direitos humanos. Nessas áreas de garimpo, também foi constatado o tráfico de mulheres e meninas para exploração sexual, junto com o aumento de mortes violentas.