O estado com maior frequência à escola ou creche de 0 a 3 anos foi São Paulo, com 49,2%. Já a menor taxa foi encontrada no Amapá, com apenas 12%. A pesquisadora do IBGE Juliana Souza de Queiroz chama a atenção para a discrepância regional neste resultado.
Notícias relacionadas:IBGE: número de crianças na creche triplica no Brasil em duas décadas.No Brasil, 4,5 milhões de crianças precisam de uma vaga em creche.?Quase todas as regiões do Nordeste, com exceção de Tocantins, têm uma taxa de frequência escolar bruta para 0 a 3 anos inferior a 18%. Então tem uma discrepância muito grande destas taxas, para, por exemplo, São Paulo?.
Na faixa etária seguinte, de 4 a 5 anos de idade, a maior taxa foi registrada no Piauí, com 94,6%. A menor taxa também ocorreu no Amapá.
Entre os 5.570 municípios brasileiros, apenas em 646 a taxa de frequência escolar das crianças de 0 a 3 anos alcançava ao menos de 50%, patamar definido na Meta 1 do Plano Nacional de Educação. Em 325 municípios, esse indicador estava abaixo de 10%, incluindo 31 municípios onde nenhuma criança de 0 a 3 anos frequentava escola ou creche.
Já na análise por sexo da população, os homens têm vantagens apenas no grupo de 0 a 3 anos de idade, como explica a pesquisadora Juliana Souza de Queiroz.
?As mulheres têm uma superioridade na taxa de frequência em relação aos homens, com exceção da inicial, de 0 a 3 anos, em que os homens tem uma leve superioridade. Essa diferença fica mais acentuada no último grupo, 18 a 24 anos, que ainda fica uma diferença de 4 pontos percentuais?.
Na distribuição por cor ou raça, os grupos amarelo ou branco apresentaram os maiores índices, enquanto os indígenas registraram as menores taxas.