O QI médio para os pensadores mais destacados, ou seja,
os grandes cientistas, filósofos, escritores, estadistas e assim por diante que
são notáveis devido às
suas realizações
intelectuais, é
aproximadamente em torno de 155. Este é um
número que é
surpreendentemente consistente em alguns estudos importantes que foram feitos
em momentos, lugares e definições
de "notável"
muito diferentes, bem como métodos
muito diferentes de avaliar/estimar a inteligência.
Expressando o QI como tendo uma média de 100 e um DP de
15, sendo equivalente a certas frequências específicas na população em geral,
tais resultados incluem:
Galton (1869), que encontrou uma frequência de 1 em
4.000, equivalente a um QI de 153, entre homens britânicos notáveis;
Cox (1926), que encontrou uma frequência de
aproximadamente 1 em 10.000, equivalente a um QI de 156, em 301 gênios
históricos;
Roe (1956), que encontrou uma frequência de
aproximadamente 1 em 8.000, equivalente a um QI de 155, entre 64 cientistas
eminentes, incluindo vencedores do Prêmio Nobel;
Lubinski et al. (2001), estudaram o top 1 em 10.000,
equivalente a um QI de 156.
Não tenho conhecimento de nenhum cientista eminente - ou
pensador, nesse caso - com um QI medido ou estimado abaixo de 120, o que está
entre os 9% mais altos da população em geral (acima de 91% das pessoas em
geral).
Assim, parece que a resposta à pergunta é: sim,
praticamente todos os grandes cientistas têm (ou tiveram) QIs altos.
Isso não significa, no entanto, que contribuições
relevantes não possam vir de alguém com um QI não tão alto (veja a resposta de
Bruno Campello de Souza para Se indivíduos com QI na faixa de 145+ fazem todas
as grandes descobertas, qual a função dos indivíduos na faixa de 125+?).
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