Todos os
anos, as estações de outono e inverno concentram o maior número de casos de
infecções virais que afetam a capacidade de respirar bem. A queda de
temperatura e o tempo seco, características dessa temporada, favorecem a
propagação de vírus com maior intensidade, levando a doenças que comprometem,
principalmente, as vias aéreas superiores, ou seja, o nariz, ouvidos e a
garganta.
O presidente
da Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e membro da Associação Brasileira de
Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Otávio Piltcher,
explica que a gripe (vírus influenza), e os resfriados comuns (rhinovirus,
vírus sincicial respiratório etc.) são as principais doenças virais do período.
A covid-19, fruto do vírus Sars-CoV-2, também pode manter alta incidência na
estação.
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A
transmissão ocorre com maior facilidade nesse período devido a necessidade de
convívio em ambientes menos ventilados para se manter aquecido. Além disso, a
baixa umidade relativa do ar, quanto mais extrema, aumenta a concentração de
poluentes, dificultando ainda mais o funcionamento correto do sistema
respiratório,”
explica o especialista.
Em situações
de mudança brusca de temperatura, a função nasal pode ser prejudicada,
diminuindo o sistema imune, responsável pelas defesas do organismo, o que deixa
a saúde mais fragilizada, se tornando uma porta de entrada para enfermidades. O
resultado dessa combinação de fatores é o aumento na busca por atendimento
médico e das internações hospitalares.
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Em muitos
casos, há agravantes. Essas doenças podem levar a outras complicações, pelos
próprios vírus ou por bactérias, como as otites médias agudas (inflamação do
ouvido), rinossinusites agudas, que é chamada popularmente de sinusite,
bronquites, pneumonias, entre outras”, complementou.