O Sistema Imunana-Laranjal voltou a operar com
capacidade plena - 6 mil litros de água por segundo -, às 10h deste sábado (06).
A operação foi liberada na noite de sexta-feira, após intensos esforços da
força-tarefa do Estado para reduzir a concentração de tolueno no Rio Guapiaçu,
em Guapimirim. A Cedae continua realizando análises de potabilidade, de hora em
hora, no Laboratório Biológico de Rastreamento Ambiental (Libra). A previsão é
de que o abastecimento seja normalizado em 72 horas.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) abriu
inquérito para apurar os responsáveis pelo crime ambiental, que deixou cerca de
2 milhões de pessoas sem abastecimento em parte da Região Metropolitana do Rio
de Janeiro. Está sendo feito um levantamento das empresas da região que têm
licença para utilizar o tolueno. Peritos criminais acompanham o trabalho dos
técnicos do Inea e da Cedae na região e as análises do material coletado na
tentativa de identificar a origem do vazamento.
Desde quinta-feira, uma força-tarefa montada pelo
Governo do Estado atuou para mitigar os efeitos da contaminação. Foi feito o
isolamento da área onde deságuam dois canais e, também, foi realizada sucção do
composto químico tolueno na região onde ocorre a captação de água. As equipes
continuam atuando no local, às margens do Rio Guapiaçu, de onde já retiraram
240 mil litros de água misturada com o produto químico. Os técnicos do Inea e
da Cedae estabeleceram 40 pontos de coleta e já analisaram mais de cem
amostras.
A força-tarefa está com os esforços centrados em
descobrir a origem da contaminação, o que é importante para saber se o tolueno
encontrado é residual ou se continua a haver contaminação do solo, e em
identificar os responsáveis pelo crime ambiental.