A saga cinematográfica que envolveu a fuga de dois
detentos da Penitenciária Federal de Mossoró em fevereiro chegou ao fim com a
recaptura de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento nesta
quinta-feira (4). A ousadia dos fugitivos, que escaparam abrindo uma passagem
atrás de uma luminária e cortando duas cercas de arame, custou aos cofres
públicos R$ 2,1 milhões em uma operação de busca que durou 50 dias.
Como consequência da falha na segurança da
penitenciária, o diretor Humberto Gleydson Fontinele Alencar foi demitido do
cargo nesta sexta-feira (5). A dispensa definitiva, publicada no Diário Oficial
da União, marca o fim de um capítulo turbulento na história do sistema
prisional federal, que até então nunca havia registrado fugas.
A fuga:
Em 14 de fevereiro, Rogério e Deibson, membros do
Comando Vermelho, escaparam da penitenciária. Utilizando ferramentas de uma
obra em andamento no presídio, eles abriram um buraco atrás de uma luminária e
cortaram duas cercas, pondo em xeque a segurança do sistema prisional federal.
A caçada:
Após a fuga, uma força-tarefa composta por agentes da
Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar do
Rio Grande do Norte foi criada para capturar os fugitivos. A investigação
revelou que Rogério e Deibson invadiram casas, fizeram uma família refém e
contaram com o apoio de uma facção criminosa que pagou R$ 5 mil ao dono de uma
fazenda para auxiliá-los na fuga.