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A versão feminina do condenável machismo escroto | Riobrasil Noticias

A versão feminina do condenável machismo escroto

A versão feminina do condenável machismo escroto

01/02/2024 15:41:00 | Miguel Pereira | Fonte: Jornal em Destaque

A
popularidade controversa do reality show BBB é inegável, sendo tanto assistido
quanto repudiado. Independentemente da opinião que se tenha sobre o programa,
suas últimas edições têm suscitado questões cruciais para o debate público. Os
inevitáveis conflitos, inerentes à dinâmica do jogo, têm trazido à tona temas
como racismo, machismo e outros assuntos que demandam discussões abertas na
sociedade, ganhando destaque nas redes sociais e na mídia convencional.



Nesta edição
de 2024, o participante baiano Davi tem sido alvo de críticas por suas reações
explosivas às investidas contra ele. Alguns afirmam que ele está enfrentando
situações de racismo – e eu concordo. Em um momento de fúria, Davi utilizou a
expressão "sou homem, não sou viad#" - provocando desconforto em
muitas pessoas. A vibrante Beatriz foi repreendida por seu comportamento
extrovertido, por Lucas – que acabou sofrendo uma
invertida épica
durante o quadro “sincerão”.



Na outra
ponta, o morador da casa, Rodriguinho, que está longe do "padrão de
beleza" masculino, julga sem cerimônia o corpo da modelo Yasmim Brunet. E
é aí que começa a razão deste meu artigo.



Assim como o
racismo, o machismo é uma estrutura que causa danos silenciosos e prejudiciais
às suas vítimas. Mesmo que falar, julgar e zombar dos corpos femininos seja uma
prática comum entre alguns homens, isso não significa que deva ser aceito como
algo natural nos dias de hoje. Esse hábito reprovável, que requer ações de
homens verdadeiros para ser combatido, já teve consequências evidentes, como no
caso de Nizam.



Infelizmente,
ver um homem (macho escroto) criticando o corpo de uma mulher não é raro, mas
testemunhar uma mulher depreciando outra mulher é alarmante, indicando que o
machismo está sendo internalizado pelas mulheres. Fernanda, uma niteroiense de
32 anos, mãe de dois filhos que luta para sustentar sua família após o
divórcio, não conseguiu conter sua dose de machismo ao atacar Alane, uma jovem
de 24 anos nascida em Belém, com ofensas ao seu corpo.

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