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UM RECADO AO FUTURO: Ou renovamos ou morremos

UM RECADO AO FUTURO: Ou renovamos ou morremos

23/08/2023 11:24:00 | Paty do Alferes | Fonte: Jornal em Destaque

Existe
uma coisa na política que precisa ser muito lembrada em todos os momentos. Ou
se adapta, ou muda, ou morre! Cair no esquecimento ou virar esparrela também é
uma forma de morrer. Se transformar em piada ou em retrato de falta de
capilaridade, e importância, também é morrer.



Os
partidos, de alguma maneira, sejam de extrema esquerda ou de extrema direita,
passando pelos moderados, se adaptaram tentando falar aos seus e buscando mais
adeptos - mas todos mudaram! Seja se utilizando de novas estratégias
midiáticas, eleitorais ou não, por exemplo, porque sem voto se acaba.



Existem
alguns partidos, mais orgânicos, que seus diretórios ou comissões provisórias
criam suas versões municipais, levando em consideração suas realidades e
geografia. Outros, porém, voltaram das cinzas, sem levar em consideração, porque
de fato voltaram, e nem o que os responsáveis por esta volta fizeram para
conseguir tal êxito.



Não
se iludam, Lula teve que se adaptar a muita coisa, e se ele dependesse da
maneira de pensar de algumas comissões provisórias de seu próprio partido,
estaria fadado ao ostracismo ou ao Impeachment. Mas Lula é Lula, ainda bem.



Algumas
pessoas esquecem rápido as coisas, se acham a cura, quando na verdade fazem
parte da doença. Já alguns partidos, sobretudo da esquerda, estão há anos sem,
de fato, estar organizados nos municípios; sequer concorrerem eleitoralmente
nos pleitos municipais; sem capilaridade interna e sem importância alguma na
discussão social. Isto se deve ao distanciamento que tais partidos passaram a
ter das massas em seus municípios, e até mesmo a um retrato da conjuntura
estadual e nacional.



O
ano de 2018 nos ensinou muito, ou pelo menos deveria. Para nós progressistas
deveria ter ensinado quase tudo, e em 2022 seria a nossa formatura. Quatro anos
de dor na alma e no corpo todo, sobretudo que não podemos fazer para não sermos
os culpados pelas nossas catástrofes. Lula e os Diretórios Estaduais, para mim,
souberam disto e fizeram o que tinha de ser feito, mas os municípios, aqueles
mesmos que achavam que política era ficar gritando “FORA BOLSONARO” nas praças
e só, estes se apropriaram da vitória de Lula e de novas estratégias para ter o
fingimento de que voltamos a 2011, e tudo segue normal. Não, não voltou!



Existe
hoje a necessidade de uma renovação de quadros e pensamentos estratégicos, onde
não cabem mais os mesmos jogos burocráticos e ações analógicas que nos fizeram
chegar aonde chegamos, mas que não podem se repetir. Se não crescermos de
dentro para fora, não poderemos dar base a nenhum governo e suas mudanças tão
necessárias. Não se pode realmente ensinar truques novos a cachorros velhos e
cansados, e mais uma vez vou ressaltar: isto só não se enquadra praticamente a
Lula - pode parecer meio piegas, mas basta olhar e analisar. 



Se
não fizermos dos diretórios municipais uma ferramenta de diálogo, de ocupação
de espaços de poder e de fóruns de debates com a sociedade e seus anseios,
morreremos novamente! Se não nos reconectarmos às pessoas e seus modos de
vivência, à nova realidade de sociedade, seremos fadados a ver uma extrema
direita e suas ideias abocanharem os mais humildes e trabalhadores. Infelizmente,
alguns escolhem os mesmos erros que nos levaram à derrota.



Os
tempos são novos, mas nossas bandeiras não. Sem nunca esquecer isto, podemos
avançar com novas ideias, novas pessoas e, claro, sem deixar de respeitar os
que nos trouxeram até aqui, seus acertos e seus erros. Os acertos mantemos e
melhoramos, os erros corrigimos e trocamos. É triste constatarmos que alguns
preferem até mesmo repetir os erros dos adversários, se utilizando de
lavajatismo e ataques definitivamente sem sentido. Faz parte da vida. E como
“Cebolinhas”, com planos infalíveis, vão falhando semana a semana na luta
cansada contra o inevitável: “O novo sempre vem!”.



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