Nesta
sexta-feira (18), a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República
(PGR) executaram sete prisões preventivas determinadas pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) contra atuais e ex-membros da alta hierarquia da Polícia Militar
do Distrito Federal, incluindo cinco coronéis. A operação, batizada de Incúria,
almeja reunir novas evidências das condutas durante os ataques golpistas de 8
de janeiro, nos quais a PM do DF foi criticada por omissão e acusada de
cumplicidade com os golpistas bolsonaristas.
Até
o momento, cinco militares foram detidos, incluindo o atual comandante da PM
local, coronel Klepter Rosa Gonçalves, e o coronel Fábio Augusto Vieira, que
chefiava a PM em janeiro. Vieira já havia sido preso em janeiro e
posteriormente solto em fevereiro. Além das prisões, a operação inclui ordens
de busca, apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas.
A
PGR divulgou que as ações visam coletar novas provas sobre a participação das
autoridades policiais na inércia durante os ataques de janeiro. Evidências
indicam que os oficiais tinham conhecimento prévio das intenções golpistas,
inclusive riscos iminentes de invasão às sedes dos Três Poderes, e
deliberadamente não agiram em seu dever funcional para impedir tais eventos.
Os
acusados enfrentam uma série de acusações, incluindo abolição violenta do
Estado Democrático de Direito, danos qualificados ao patrimônio da União,
violação de deveres funcionais, e mais. A ação foi autorizada pelo ministro
Alexandre de Moraes, relator do Inquérito 4.923 no STF, e realizada em conjunto
pela PGR e PF.
(Foto: Joedson Alves
| Agência Brasil)
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