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Seguidores de Jair Bolsonaro invadem o Congresso Nacional em uma nova marcha contra Lula

Seguidores de Jair Bolsonaro invadem o Congresso Nacional em uma nova marcha contra Lula

08/01/2023 16:27:00 | Brasília | Fonte: Jornal em Destaque

Centenas
de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram, agora a pouco, a sede
do Congresso Nacional do Brasil, STF e Palácio do Planalto, em uma manifestação
pedindo intervenção militar para derrubar o presidente Lula da Silva, uma
semana após sua posse.



O
grupo, que defende teses golpistas, ultrapassou uma barreira policial e subiu a
rampa que dá acesso à cobertura dos prédios sede dos Três Poderes.



Do
lado de fora, na esplanada do prédio, a polícia tentou dispersar os
manifestantes com gás lacrimogêneo.



Os
manifestantes ocuparam a cobertura, mas também os jardins adjacentes.



Os
seguidores mais radicais do ex-presidente de extrema direita destruíram
barreiras de proteção e, armados com paus, enfrentaram os agentes que tentaram,
sem sucesso, conter a entrada dos manifestantes.



Lula,
que assumiu a Presidência da República no dia 1º de janeiro, viaja neste fim de
semana para a cidade de Araraquara, em São Paulo.



Centenas
de militantes radicais de Bolsonaro acamparam em frente ao Quartel General do
Exército, em Brasília, desde o dia seguinte às eleições de 30 de outubro, nas
quais Lula derrotou Bolsonaro no segundo turno.



 



Desarmar
acampamentos bolsonaristas



Os
acampamentos dos bolsonaristas radicais, que se multiplicaram em cidades de
todo o país, começaram a ser desmantelados na sexta-feira (06) em Belo
Horizonte (MG), onde ocorreram alguns distúrbios.



No
sábado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou a atuação da Força
Nacional de Segurança, grupo de elite das forças policiais de todo o país,
mobilizado para missões especiais.



Desde
a vitória apertada de Lula no segundo turno das eleições, em 30 de outubro, com
50,9% dos votos válidos contra 49,1% de Bolsonaro, os apoiadores do presidente
se reuniram em frente ao quartel do Exército.



Antes
da invasão do Congresso, Dino se pronunciou nas redes sociais e disse que os
adversários terão que esperar até 2026, quando serão realizadas as próximas
eleições presidenciais, assim como o atual governo esperou entre 2018 e 2022.



Em
nota, Dino disse que o Ministério da Justiça convocou uma reunião de emergência
com órgãos de segurança para tratar das manifestações.



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