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Setembro Amarelo: como reconhecer uma mãe com depressão pós-parto? | Riobrasil Noticias

Setembro Amarelo: como reconhecer uma mãe com depressão pós-parto?

Setembro Amarelo: como reconhecer uma mãe com depressão pós-parto?

12/09/2022 19:22:00 | São Paulo | Fonte: Jornal em Destaque

O
nascimento de um filho é visto como um momento de grande alegria e emoções
positivas para a maioria das mulheres. Porém, a experiência de ter um bebê, por
mais que seja marcante e emocionante, é um verdadeiro desafio que pode
proporcionar às mães uma “montanha-russa” de emoções, deixando-as suscetíveis a
diversos distúrbios psicológicos.



No
mês de setembro, o mundo todo se une em prol de conscientizar as pessoas a
respeito de temas como suicídio e depressão, no entanto, em uma sociedade que
ainda romantiza a maternidade, a saúde mental de mães de recém-nascidos ainda é
pouco abordada, apesar de ser um assunto de saúde pública.



Segundo
a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 10% das mulheres grávidas e 13% das puérperas
sofrem de algum problema de saúde mental, principalmente a depressão pós-parto.
Países em desenvolvimento, com maior desigualdade de renda, altas taxas de
mortalidade materna e infantil, possuem um índice ainda maior: 15,6% durante a
gravidez e 20% após o nascimento da criança, além de apresentar uma maior
prevalência de depressão pós-parto. Mas afinal, o que é essa doença e como
identificá-la?



Depressão
Pós-Parto


Como o próprio nome já indica, a depressão pós-parto ocorre logo após o parto e
acontece, principalmente, devido às alterações hormonais decorrentes do término
da gravidez, o que leva a algumas mamães experimentarem sintomas como desespero
constante, sentimento de tristeza, desesperança, perda de interesse em realizar
outras atividades, alterações de humor, crises de choro, insônia ou excesso de
sono, falta ou excesso de apetite e ainda perda ou ganho de peso.



E
apesar de não haver um único fator, uma das principais causas que levam uma mãe
a esse diagnóstico é o enorme desequilíbrio de hormônios reprodutivos no
pós-parto como o estrogênio e o progesterona; além disto, fatores emocionais e
físicos, alimentação inadequada, isolamento, estilo de vida e a falta de apoio
do parceiro também podem potencializar esses agentes.



De
acordo ainda com a psicóloga Ione Machareth, especialista em psicologia
materna, a depressão pós-parto e outras doenças mentais decorrentes no período
perinatal apresentam riscos não apenas para a mãe, mas também para o filho, uma
vez que podem afetar o desenvolvimento infantil do bebê e dificultar a criação
dos laços entre os dois.



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A
depressão pós-parto, se não for tratada, pode durar meses ou anos e afetar os
vínculos entre mãe e filho, o que pode causar sérios problemas tanto familiares
quanto no desenvolvimento da criança. Filhos de mulheres com depressão estão
propensos a terem mau comportamento e ainda apresentar falta de apetite,
dificuldades para dormir, crises de birra, hiperatividade e até mesmo atrasos
no desenvolvimento da fala. Por isso, é muito importante procurar apoio e estar
atenta aos sinais da doença
", alerta a profissional.



Vale
ressaltar também que os transtornos mentais perinatais não estão relacionados
apenas à depressão e a maioria das mulheres podem apresentar outros diferentes
problemas de saúde mental como ansiedade, transtorno de estresse
pós-traumático, psicose pós-parto, transtorno de pânico e fobias.



A
maternidade pode ser um período belo, mas igualmente difícil para a mulher que
ainda necessita de todos os cuidados que recebeu durante a gestação. Por isso,
a família precisa ser presente, dar suporte e estar atenta ao processo da mãe
no pós-nascimento. Além do apoio dos familiares, as mamães também podem buscar
amparo em outras iniciativas presentes no mercado materno-infantil.



O
Baby Concierge, clube de assinaturas que presta consultoria de maternidade,
promove ajuda, educação, conhecimento e ainda oferece descontos, serviços,
conteúdos exclusivos e um acervo de colaboradores chancelados para assinantes.
Criado durante a pandemia, o empreendimento nasceu a partir da percepção de
suas idealizadoras, Isis Grossi, Letícia Dias e Helena Cossich, que
identificaram a falta de um espaço único em que mães e pais tivessem acesso a
todos os tipos de informações, referentes ao universo da maternidade e da
primeira infância.



Segundo
ainda Machareth, que também faz parte do acervo de colaboradoras do clube de
assinaturas, receber consultorias como a do Baby Concierge pode contribuir para
a melhora do quadro depressivo, uma vez que mãe e familiares receberão os
melhores direcionamentos e toda a assistência necessária para superar a doença.



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Contar
com apoio profissional durante esse período faz toda a diferença no tratamento.
Consultorias como a do Baby Concierge fazem com que a mãe, o pai e todo o
núcleo familiar entenda como é importante cuidar do bebê e, também, da mamãe. A
ajuda certa pode transformar todo um quadro, por isso é importante também
buscar por essa ajuda
",
finaliza



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