Trazidos
diretamente da Indonésia para o AquaRio em 2016, os tubarões da espécie
galha-branca-de-recife (Triaenodon obesus) tiveram seus primeiros
filhotes! As crias são um macho e uma fêmea, e reforçam o propósito de
conservação e pesquisa científica do equipamento, indicando o sucesso no
trabalho de cuidado e bem-estar dos animais que o atrativo vem desenvolvendo ao
longo dos últimos anos.
Os
pequenos galhas-brancas-de-refice são os primeiros da espécie a nascerem em
aquários no Brasil. Esse tipo de tubarão é mais comum na região Indo-Pacífico e
está classificado como uma espécie vulnerável pela IUCN (União Internacional
para a Conservação da Natureza). Ou seja, há um risco elevado de extinção na
natureza em um futuro bem próximo, tornando ainda mais importante os projetos
de conservação.
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O
nascimento desta espécie de tubarão fortalece ainda mais nosso propósito de
conservação e pesquisa científica. Ao reproduzir tubarões
galhas-branca-de-recife, estamos gerando dados que são importantes para
compreendermos mais sobre esta espécie e, assi, podermos atuar em sua
conservação”,
explica Rafael Franco, biólogo marinho e responsável técnico do Aquário Marinho
do Rio.
Com
apenas dois e quatro meses de vida, o casal de filhotes de tubarão têm cerca de
50cm e pesam aproximadamente 900g. Esse tipo de animal pode atingir até 2
metros e pesar cerca de 20kg. Na natureza, a espécie vive em recifes de corais,
caça em bando entre as fendas tocas, costuma passar o dia descansando em grutas
e zonas de sombra. Por terem hábitos noturnos, durante a noite são ativos e
verdadeiros predadores. No entanto, para as pessoas, são considerados não
agressivos e geralmente não se sentem ameaçados pela presença humana.
Os
pequenos ainda não habitam o tanque oceânico do AquaRio, pois precisam adquirir
maturidade suficiente para conseguirem cuidarem de si sozinhas e não serem
predadas por outros animais que vivem no recinto. Durante esse período, estão
sob cuidados veterinários, que analisam a evolução diária de cada uma, até que
estejam aptas a morar com os demais animais oceânicos do parque. Ainda não há
uma previsão de quando o público poderá ver os novos filhotes do AquaRio, já
que, até o momento, não há qualquer tipo de literatura científica com a
informação sobre peso e tamanho suficientes para estarem em um tanque com
outras espécies de peixes.
Um
bem-sucedido programa de reprodução de espécies marinhas
Referência
em programas de conservação da biodiversidade marinha, o AquaRio mantém seu
próprio Centro de Pesquisa Científica, com mais de 20 estudos, em parceria com
as principais universidades do país (UFRJ, UERJ, UFF, USU e UCB). O equipamento
é o único da América do Sul a figurar seleta lista da Associação de Zoológicos
e Aquários (AZA) com aquários que mais tem compromisso com a pesquisa e o
bem-estar dos animais.
Dentre
as pesquisas na área reprodutiva, destaca-se a de conservação das
raias-borboletas (Gymnura altavela), nativas do litoral brasileiro e ameaçadas
de extinção. A atração carioca foi a primeira e é a única instituição no mundo
realizar a reprodução desta espécie de peixe.
Há
também estudos envolvendo a biologia reprodutiva de tubarões ameaçados de
extinção, cavalos-marinhos e outras espécies.
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