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Teste do Pezinho Ampliado entra em vigor: rastreio passa a abranger até 50 novas doenças | Riobrasil Noticias

Teste do Pezinho Ampliado entra em vigor: rastreio passa a abranger até 50 novas doenças

Teste do Pezinho Ampliado entra em vigor: rastreio passa a abranger até 50 novas doenças

27/05/2022 13:54:00 | São Paulo | Fonte: Jornal em Destaque

No
próximo dia 6 de junho, segunda-feira, se comemora o Dia Nacional do Teste do
Pezinho, e esta importante ferramenta de diagnóstico precoce e responsável por
diagnosticar enfermidades congênitas ainda no período neonatal, passou a rastrear
até 50 doenças desde a quinta-feira (26). A lei, sancionada no último ano,
amplia o número de doenças pesquisadas no Programa Nacional de Triagem Neonatal
e determina a expansão do exame em cinco etapas.



O
avanço do teste do pezinho é um marco importante na medicina e na saúde
infantil, cujo diagnóstico precoce de erros inatos do metabolismo e imunidade
passa a ser executado de forma gratuita e igualitariamente para toda a
população.  O diagnóstico, acompanhado do tratamento precoce, é a forma
mais eficiente de oferecer maior sobrevida com melhor qualidade de vida para as
crianças afetadas.





É
importante lembrar que, quanto antes iniciarmos a terapia, evitaremos o
desenvolvimento de sequelas que podem comprometer gravemente o desenvolvimento.
Hoje temos tratamentos medicamentosos que mudam o curso da doença, mas
infelizmente, não revertem as sequelas já causadas. Ou seja, elas podem
estacionar a evolução doença, mas não recuperam o que já foi perdido
”, explica a Dra.
Tania Bachega, presidente da Sociedade Brasileira Triagem Neonatal Erros Inatos
do Metabolismo (SBTEIM). “O diagnóstico precoce, depende, acima de tudo, da
coleta precoce da amostra do teste do pezinho, ou seja, de que os pais tenham
conhecimento da importância deste exame e que levem seus bebês para a coleta da
amostra
”, completa.



A
coleta da amostra do teste do pezinho também pode ser feita em maternidades
particulares. No SUS, diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente,
antes da alta hospitalar, após o parto. Caso o teste ainda não tenha sido
feito, os pais podem procurar Postos de Saúde do município idealmente entre o 30º
e 50º dia do recém-nascido, conforme determinado por lei. Contudo, os dados de
2020 do Ministério da Saúde demonstram que apenas 58% dos recém-nascidos
realizam o exame neste período. Para reverter esse cenário, existem campanhas
de conscientização que disseminam a informação sobre a necessidade da
realização do exame, como é o caso do Junho Lilás, que reforça as iniciativas
que incentivam o teste ampliado.



De
acordo com a especialista, “a atualização do teste do pezinho influenciará
não apenas na qualidade de vida do paciente, como nas questões socioeconômicas
da sociedade. Por isso, é de extrema importância que a classe médica reforce a
necessidade da realização para os responsáveis
”.



O
teste expandido tem papel fundamental na redução de custos para a saúde
pública, ao evitar o desenvolvimento de sequelas; segundo estudo da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cada dólar investido em
prevenção são quatro economizados em serviços de saúde.



Relembre
as etapas



Até
aqui, o teste do pezinho contava com o rastreio de seis doenças:
fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose
cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. A etapa 1
já adiciona às atuais doenças o diagnóstico da toxoplasmose congênita.




a segunda etapa prevê a inclusão de: galactosemias; aminoacidopatias;
distúrbios do ciclo da ureia; e distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos.
Seguida pelas doenças lisossômicas, imunodeficiências primárias e atrofia
muscular espinhal, nas etapas três, quatro e cinco, respectivamente.



Segundo
o Ministério da Saúde, a delimitação de doenças a serem rastreadas pelo teste
do pezinho será revisada periodicamente, com base em evidências científicas,
considerados os benefícios do rastreamento, do diagnóstico e do tratamento
precoce, priorizando as doenças com maior prevalência no país, com protocolo de
tratamento aprovado e com tratamento incorporado no Sistema Único de Saúde.



De
olho na AME



A
última etapa do Teste do Pezinho Ampliado contará com o rastreio para a doença
rara Atrofia Muscular Espinhal (AME), que tem cerca de 300 novos casos por ano,
ou seja: a cada semana nascem quatro novas crianças com AME no Brasil. A doença
genética é marcada pela degeneração de neurônios motores, comprometendo funções
motoras, respiratórias, entre outras.





Tornando
mais acessível o diagnóstico, que até então dependia que os responsáveis pelas
crianças identificassem algum sintoma, a ampliação do teste do pezinho poderá
ajudar a preservar a vida de centenas de crianças. A detecção precoce faz
diferença pois o rápido início do tratamento mudará o curso da doença em
questão. Essa será uma vitória para a ‘triagem neonatal’ e para a população”
, comenta Dra.
Tânia.



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