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E a Globo insiste no desarmamento | Riobrasil Noticias

E a Globo insiste no desarmamento

E a Globo insiste no desarmamento

21/01/2019 18:44:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque

Por: Hélio de Carvalho.



 



Para
início de conversa, lança foi feita para atacar e escudo, para se defender; porém,
ambas eram usadas para matar, nos confrontos da época em que estas eram as
armas.



 



Nos
dias de hoje, sempre que se fala em arma de fogo o primeiro que vem é o número
de mortes, inclusive domésticas, das muitas estatísticas disponíveis mundo
afora. O problema é: onde está a estatística que aponta o número de assaltos,
homicídios, latrocínios e coisas do gênero que
foram evitados em razão de a vítima estar armada e ter disparado um tiro para o
alto, por exemplo?
Não há. Arma mata, porém é inquestionável que ela também
preserva vidas!



 



No
último 15 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que altera
regras para facilitar a posse de armas de fogo, ou seja, a possibilidade de o
cidadão possuir o equipamento em sua residência ou estabelecimento comercial,
visando o aumento de segurança da população. Mas, a Rede Globo insiste em
deixar claro que sua opinião é a que vale.



 



No
Fantástico de ontem (20), uma matéria falando sobre o assunto posse de armas –
muito bem composta, diga-se de passagem –, a especialista em segurança pública,
Ilona Szabó, usou todo aquele blá-blá-blá já bem conhecido e ultrapassado, para
tentar desestimular o cidadão em possuir sua arma. Ela argumentou sobre a
possibilidade de aumento na taxa de suicídios – geralmente ocasionados pela
depressão, doença grave, não por ter arma em casa ou no trabalho. Crescimento
de homicídios: quem quer matar usa faca, marreta, até corda.



 



O
fato é que em 2005, por meio de um referendo, 63% dos brasileiros manifestou de
forma legítima e inquestionável o seu desejo de possuir uma arma. Daí veio o “golpe”
– eita país dos golpes! A Rede Globo, que colocou alguns de seus artistas de
primeira linha para apelar à população que votasse pelo desarmamento, se viu “derrotada”
ante à vontade do povo. Talvez, tenha sido a primeira grande derrota “global”
aos movimentos populares via Internet.



 



Antes que as campanhas de “sim” e “não”
começassem a ser veiculadas, pesquisas indicavam que a população seria
favorável ao desarmamento: 83% em São Paulo, 82% no Rio e 70% no Paraná (como informava
O Globo, em sua edição de 26 de junho de 2005, cujo título era “Campanha já
tirou de circulação 360 mil armas”). Entre 2003 e 2004, o número de armas
roubadas havia caído 60% e o de acidentes e internações por ferimentos a bala,
10,5% no Rio. Porém, à medida em que a data prevista pelo Estatuto do
Desarmamento se aproximava — 23 de outubro — houve uma “corrida armamentista”,
com alta de 160% nas vendas e a certeza de que o assunto era, na verdade, muito
mais controverso do que se havia “planejado”.
O referendo ficou assim: 63,68% dos votos, contra o desarmamento
e 36,11% a favor. Uma lavada!!!



 



Mas, as
ações pelo desarmamento continuaram, como se o plebiscito não tivesse
acontecido ou seu resultado ter sido desimportante. Nos anos 2000
, ações de combate a armas de fogo
se tornaram um assunto frequente nas páginas de O Globo. No ano seguinte ao
plebiscito, o governo começou a recolher as armas entregues espontaneamente
pela população.



 



O Senador José Sarney defendeu a realização de um
novo plebiscito, mas não encontrou apoio. Já em 2013, a edição do dia 13 de
abril do jornal O Globo mostrava que a “bancada da bala” havia apresentado 41
projetos de lei visando ao enfraquecimento da Lei 10.826. Um deles, de autoria
do deputado Rogério Mendonça (PMDB-SC), pretendendo revogar por completo o
Estatuto.





 



Cidadãos
sem armas, bandidos armados até os dentes, fuzis e munições entrando “livremente”
pelas fronteiras de nosso país, trabalhadores sendo assassinados por causa de
um celular – comprado em 18 vezes no carnê das Casas Bahia – e mulheres sendo
violentadas e assaltadas por homens que se valem da força bruta – nem precisam
de arma. Este é o quadro que fez de Bolsonaro vencedor da eleição presidencial
fazendo gesto de arma com o dedinho.



 



Recomendo,
humildemente, à Globo que continue falando do motorista laranja e esquecer, de
vez, o assunto desarmamento do cidadão de bem.



 



Se
for possuir uma arma e esbarrar com um bandido em sua casa, use-a sem
moderação. 


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