Segundo
dados do Ministério da Saúde, 19,5% da população das capitais brasileiras
afirma que faz uso do celular enquanto dirige. O percentual mostra que de cada
cinco indivíduos, um comete este ato que é um risco para acidentes de trânsito.
A divulgação do dado inédito é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e
Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, que
também aponta que as pessoas com idade entre 25 e 34 anos (25,1%) são as que
mais assumem esse comportamento de risco.
De acordo
com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a
primeira causa de morte entre os 15 e 29 anos de idade, a segunda entre os 5 e
14 anos e a terceira dos 30 aos 44 anos. "Tão essencial quanto alertar
sobre essas mortes é advertir sobre o impacto pessoal e social que acontece com
os sobreviventes e suas famílias. Afinal, por ano, cerca de 600 mil pessoas
ficam com sequelas permanentes, como dificuldade e até impossibilidade de se
locomover e, consequentemente, de trabalhar, estudar, levar a vida, enfim.
Junte a isto o longo tempo de recuperação do acidentado, o sofrimento e o
prejuízo financeiro dele e de sua família por meses e até anos",
explica Moisés Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e
Traumatologia (SBOT).
O médico ortopedista
Sandro Reginaldo, presidente da Comissão de Campanhas Públicas da SBOT, explica
que os ortopedistas atendem a maioria das vítimas de traumas de trânsito, sendo
muitos de alta complexidade, o que onera bastante o custo da saúde pública e
privada. 75% Dos leitos de trauma dos hospitais públicos no país está ocupado
com vítimas do trânsito.
Fontes:
Ministério da Saúde: www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45539-um-em-cada-cinco-brasileiros-afirma-dirigir-usando-o-celular
Foto divulgação: Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Ortopedia e
Traumatologia (SBOT): sbot.org.br
Organização Mundial da Saúde (OMS)