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Governador parabeniza o trabalho das Polícias Militar e Civil durante sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói

Governador parabeniza o trabalho das Polícias Militar e Civil durante sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói

20/08/2019 17:51:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque

Nas
primeiras horas desta terça-feira (20) o Rio de Janeiro e o Brasil pararam
diante da TV para acompanhar o sequestro ao ônibus cercado por policiais na
Ponte Rio-Niterói.



 



Apesar
dos 19 anos completados do trágico episódio do sequestro do ônibus 174 (12 de
junho de 2000), hoje, esta lembrança ressurgiu, criando muitas expectativas de
como seria seu desfecho. Desta vez, nenhum passageiro saiu ferido e quem
morreu, abatido a tiros, pela polícia, foi o sequestrador.



 



O
governador Wilson Witzel parabenizou o trabalho das Secretarias de Polícia
Militar e de Polícia Civil durante o sequestro do ônibus da viação Galo Branco.
O episódio ocorreu com a linha 2520, que realiza o trajeto Jardim Alcântara x
Estácio.



 



Policiais
do Bope - Batalhão de Operações Policiais Especiais, foram responsáveis pelas
negociações com o sequestrador, que manteve 37 passageiros reféns no interior
do coletivo. Witzel elogiou a atuação dos profissionais das forças de segurança
e lembrou que o Governo do Estado dará total apoio às vítimas.



 



Além
destas 37 vidas que foram poupadas hoje, nestes últimos oito meses de governo,
nós tivemos quase oitocentas vidas que também foram poupadas pelo trabalho da
polícia. Não é o ideal porque o Rio de Janeiro ainda padece de uma violência
que atinge, especialmente, a população mais pobre. Nossa secretaria de
Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência, comandada pela secretária major
Fabiana, está agindo para dar apoio às vítimas, às famílias das vítimas e,
também não poderia deixar de ser diferente, estamos acolhendo a família desta
pessoa que sequestrou o ônibus. Conversei com um dos parentes, ele disse que a
mãe dele está muito abalada. Vamos ajudá-la a superar este momento difícil
”,
afirmou o governador.



 



O
governador cumprimentou policiais militares e civis, agentes do Corpo de
Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal, que deram apoio à operação, que
durou, aproximadamente, quatro horas.



 



Ao
entrar no ônibus, conversando com os reféns, nós tomamos a iniciativa de fazer
uma oração pelo falecimento da pessoa que tomou essa decisão de colocar em
risco outras vidas humanas e desrespeitar a lei. Nossa Polícia Militar
demonstrou capacidade técnica operacional e contou com o apoio da Polícia
Rodoviária Federal a todo tempo. No momento que o Bope assumiu, a PRF
imediatamente deu apoio, mostrando que as instituições do Brasil têm
capacitação técnica e o que faltam são mais recursos. Precisamos de mais
policiais rodoviários federais, precisamos prover nossas polícias com mais
capacidade técnica para que possamos dar mais proteção à sociedade. Hoje, não
houve erros. Agimos corretamente
” disse Witzel.



 



Bope
conduziu as negociações



 



De
acordo com o comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope),
tenente-coronel Maurílio Nunes, todos os protocolos foram seguidos pela
corporação. Um centro de comando e controle foi montado no local para auxiliar
as forças de segurança.



 



O
Bope segue protocolos internacionais para este tipo de ocorrência. Todos os
procedimentos operacionais foram tomados para preservação da vida de todos,
inclusive da do tomador. Conseguimos retirar com vida seis vítimas que estavam
dentro no ônibus durante as negociações. Noventa por cento das nossas
ocorrências são resolvidas através de negociações. Porém, quando vidas humanas
são colocadas em risco, temos que tomar decisões
”, afirmou o comandante,
que também foi o responsável pelo gerenciamento da crise.



 



A
partir de agora, a Polícia Civil vai conduzir as investigações do episódio.



 



A
Delegacia de Homicídios da capital está responsável pela ocorrência e utilizou
a base da Delegacia de Homicídios de Niterói. Todos os atos posteriores à ação
da Polícia Militar serão analisados pela Polícia Civil. Realizamos a perícia e
ainda vamos ouvir as testemunhas, as vítimas e os familiares. O inquérito será
relatado e concluído em 30 dias
”, explicou o secretário de Polícia Civil,
delegado Marcus Vinícius Braga.



 



Ao
lado do governador estavam o vice-governador, Cláudio Castro, e os secretários
de Governo e Relações Institucionais, Cleiton Rodrigues, e da Casa Civil, José
Luis Zamith. O secretário da Polícia Militar, General Rogério Figueredo, também
estava presente na coletiva.



 



Foto: Philippe Lima  

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