Por
Marília Cardoso
Correr riscos é uma das premissas básicas de quem quer
fazer algo novo. Precisamos errar rápido para acertar mais rápido ainda. E,
como o erro é inevitável, precisamos usá-lo a nosso favor. Vários produtos que
hoje são sucesso de vendas, nasceram de erros. Veja alguns exemplos.
Post-it: o
pesquisador da 3M, Spencer Silver, queria desenvolver um adesivo altamente
colante. Mas, o resultado foi um fiasco. A cola era fraca e o papel se soltava
com facilidade. Muitos anos depois, o colega dele, Arthur Fry, começou a usar
aqueles adesivos para marcar seu livro de partituras para localizar as músicas
na hora da missa. Pronto! Estava criado um novo produto, com uma função
totalmente inversa à sua proposta inicial.
Penicilina:
outro clássico é a invenção da Penicilina, que rendeu até um prêmio Nobel. Em
1928, o médico bacteriologista Alexander Fleming buscava novas formas de
combater bactérias em ferimentos. Mas, ele esqueceu o material de estudo aberto
em cima da mesa e, quando voltou, percebeu que aquilo tinha sido contaminado
por fungos e bactérias, mas que nada daquilo se proliferava onde havia mofo.
Anos mais tarde, os cientistas Howard Florey, Normal Heatley e Andrew Moyer
estudaram aquela descoberta e criaram a penicilina.
Raio-X:
ainda no campo da medicina, o raio-x foi outra obra do acaso. Em 1895, o físico
alemão Wilhelm Conrad Röntgen trabalhava no seu laboratório com tubos de raios
catódicos, uma espécie de radiação emitida em um tubo a vácuo. De repente, ele
percebeu que um tubo estava gerando uma luz estranha, capaz de ultrapassar
vários objetos, inclusive sua própria pele, mostrando a sombra dos seus ossos.
Com mais testes, ele descobriu um raio desconhecido, que resolveu chamar de
“X”.