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Preconceitos racial e contra a mulher. Onde estão?

Preconceitos racial e contra a mulher. Onde estão?

07/11/2019 15:54:00 | Miguel Pereira | Fonte: Jornal em Destaque

Igualdade de direitos entre
homens e mulheres não é somente uma questão machista ou de preconceito. Para
mudarmos isto, temos de atacar as causas e nos perguntar o que está causando
essa desigualdade e esse preconceito. Por exemplo: muitas meninas engravidam
cedo. Isto atrapalha muito os seus estudos e elas acabam ficando para trás.
Então:





A gravidez precoce deixa a
mulher em desvantagem ao homem; e logo no início da vida. Logo, concluímos que uma
importante forma de se combater a desigualdade de direitos entre homens e
mulheres é
combater a gravidez precoce.





E no caso daquelas que
engravidarem e que virarem mães?





Criarmos programas especiais
para que elas não parem os estudos, adaptando a metodologia de ensino para
elas, construindo creches nas escolas ou permitindo que filhas de alunas
acessem à creche dos funcionários da escola, etc.





Outra causa dessa
desigualdade é que as mulheres, de forma geral, preferem as áreas de humanas ao
invés das exatas. Veja que numa turma de psicologia tem muito mais mulheres e
numa turma de engenharia, tem mais homens. As áreas de exatas oferecem mais
oportunidades de emprego e salários mais altos. Desta forma, isto precisa ser
dito às mulheres, para as nossas alunas.





As organizações feministas
ou agremiações ou associações que buscam ajudar as mulheres poderiam, por
exemplo, não só oferecer um curso de costura, mas ministrar um curso de
robótica ou de Excel para as mulheres. Isto lhes daria mais oportunidades e com
salários mais elevados.





Existe preconceito contra a
mulher. Mas, temos de buscar uma maneira técnica e rápida de resolver ou
amenizar. A melhor solução é fazermos uma transformação dos valores; porém, tal
mudança não é rápida, pois perpassa toda a formação familiar e da Educação Básica.
E este é o maior desafio: o tempo – não podemos esperar mais!





Em relação ao preconceito
racial, sou favorável à política de cotas, como forma de acelerar o processo de
igualdade racial. Entretanto, os negros e índios só precisam de cotas porque
não dão a eles a educação necessária; se tivessem um bom ensino público, não
precisariam das cotas. E esta desigualdade de direitos aumenta, e muito, o
preconceito racial. Pois se, este grupo, tivesse uma boa formação, por direito,
certamente alcançariam melhores posições no mercado de trabalho e não veríamos
essa supremacia de brancos nos cargos mais bem pagos. Sim, acredito que o
acesso de todos à boa educação reduzia, naturalmente, o preconceito de raça.





As medidas imediatas,
concretas, para reduzirmos o preconceito racial são:





1 – Ensino público de alta
qualidade. Não de qualidade. De alta qualidade. E isto é possível. É uma
questão de planejamento.





2 – Cotas no Ensino Fundamental
(período em que a criança está aprendendo a ler), em escolas privadas, enquanto
o ensino público não melhorar.





Não adianta discutirmos o
preconceito se não criarmos medidas concretas e palpáveis para lidar com estes
temas. O preconceito não está só nos valores: existe uma parte técnica por trás,
e que podemos mudar.

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