Publicado
em 10/11/2019 - 19:41
Por Felipe
Pontes - Repórter da Agência Brasil - Brasília
O presidente da Bolívia, Evo
Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a
partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos
protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.
Ao lado de Morales, o
vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto.
“Queremos preservar a vida
dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar
o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais,
prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.
Imagens de TV mostraram
oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou
depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu,
na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a
“pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.
Mais cedo, Morales havia
anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do
Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar
os ânimos dos
adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a
vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade
boliviana”.