Nas
festas de final de ano, aumentam os avisos e orientações sobre cuidado ao
manusear os fogos de artifício usados por muitos como forma de comemoração. Há
risco de queimaduras, dilacerações de membros do corpo, como dedos, mãos e até
os braços e, em alguns casos, até de morte. Porém, a exposição das pessoas aos
fogos de artifício pode gerar um problema invisível. Nesta época algumas
pessoas ‘extravasam’ mais do que de costume, comportamento que pode trazer
prejuízos à saúde, como, por exemplo, aos ouvidos, pois elas passam a ter um
sintoma muito comum na população: o zumbido. “O zumbido é uma indicação de
que algo de errado está acontecendo no organismo, como se fosse um desajuste,
devido ao excesso de som alto, ingestão de gordura, cigarro, álcool e até alguns
medicamentos ingeridos. E é neste período que as consultas no consultório com
pessoas com o zumbido e outros problemas aumentam”, explica Dra. Tanit Ganz
Sanchez.
O
som alto pode causar o chamado “Trauma Acústico” – uma lesão no ouvido interno
frequentemente causada pela exposição a ruídos com decibéis elevados e que pode
ocasionar na perda de audição entre 30 e 40 anos de idade e podem causar o
temido zumbido no ouvido, que pode ser considerado como um sintoma da perda
auditiva precoce, embora, a maioria dos casos de zumbido seja diagnosticado
após a idade de 50 anos, devido aos medicamentos e maus hábitos alimentares, o
quadro persistente pode ocorrer em qualquer idade.
A
dica da especialista para evitar isto é colocar os protetores auriculares e fazer
um intervalo de hora em hora do barulho, além de se manter distante do local
das explosões, “Estes cuidados são necessários para que os tímpanos ou
qualquer outra parte do canal auditivo não sejam afetados, pois temos muitos
pacientes sendo tratados devido a estas exposições e ao som alto, que pode até
causar danos irreversíveis, como possivelmente apresentará perda de audição
precoce”, complementa a Dra. Tanit Ganz Sanchez.