As Polícias Militares, os Governadores e o Presidente | Riobrasil Noticias
espanhol ingles portugues brasil alemao italiano Chines


As Polícias Militares, os Governadores e o Presidente

As Polícias Militares, os Governadores e o Presidente

26/02/2020 10:40:00 | São Paulo | Fonte: Jornal em Destaque

*por Ernesto Puglia Neto



São Paulo – As polícias militares ganharam as primeiras
páginas dos principais jornais do Brasil, e não foi em razão dos números baixos
da criminalidade.





Movimentos grevistas que ameaçam ou atingem parcialmente
vários estados brasileiros chamaram a atenção para a relação complicada que
existe entre as corporações, seus governadores e o presidente da república. Se
por um lado Bolsonaro é tido como um defensor das polícias, o que seria bom
para as corporações, por outro, sua popularidade entre os policiais militares
parece configurar ameaça a vários governadores, já preocupados com suas
aspirações no cenário local ou, em alguns casos, no cenário nacional.





A proliferação de movimentos de reivindicação salarial
em prol das polícias militares, quase sempre não atendidos – ou atendidos de
forma insuficiente – sugere que os governadores tratam essas reivindicações em
“banho-maria” – quando não com desdém, pois sabem que os valores básicos dos
militares estaduais, a hierarquia e a disciplina, conduzem suas ações e impedem
que sejam tomadas medidas drásticas, mesmo sendo alvo de políticas
remuneratórias vexatórias, na maioria dos estados.





De tempos em tempos, surgem movimentos mais
contundentes, principalmente no nordeste, onde a presença dos partidos de
esquerda no governo dos estados, bem como a dependência das instituições
policiais de recursos do governo federal – leia-se aqui, do PT – permitiram a
fragilização da formação dos militares estaduais, com a presença de muitos
professores ideologicamente orientados – caso da Polícia Militar do Ceará – o
que possibilitou o surgimento de lideranças politizadas no seio da tropa.





Aliado a isto, observa-se um perigoso movimento que
deseja a redução dos valores e deveres dos militares estaduais, visando a
aproximá-los dos valores e deveres dos funcionários públicos e
descaracterizando a condição de militar desses profissionais, o que é perigoso
para os policiais militares e, mais ainda, para a sociedade.





Os motins e greves trazem prejuízos enormes à população,
que se vê à mercê de criminosos – de todos os tipos. No Ceará, por exemplo,
somente nos primeiros dias de paralisação parcial dos policiais militares,
quase 100 pessoas foram assassinadas, sem contar os demais crimes cometidos.

Continue lendo em jornalemdestaque

Compartilhe!




QR Code: