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Itália dá os primeiros passos para retomada do seu cotidiano

Itália dá os primeiros passos para retomada do seu cotidiano

04/05/2020 23:28:00 | Europa | Fonte: Jornal em Destaque

O primeiro
dia da abertura parcial do isolamento social na Itália, após mais de 50 dias de
confinamento e com 4,5 milhões de trabalhadores que puderam retornar às suas
empresas, passou com surpreendente normalidade. Os observadores se perguntam se
foi devido à cautela, medo ou senso de responsabilidade.





Desde hoje (4),
os trens de norte a sul da península passaram de apenas um por dia para três,
todos cheios de passageiros que haviam reservado com antecedência. A maioria
era de pessoas presas no confinamento em algum lugar que não fosse sua
residência, como os estudantes universitários. O último dos 160 decretos
aprovados nesses meses permite o retorno às regiões de residência.





Em todas as
estações e aeroportos, todos os passageiros tiveram que fazer fila para passar
na medição de temperatura. Acima de 37,5 graus, os viajantes tiveram que passar
por um teste rápido que, se positivo, exigia que fossem encaminhados para um
hospital. Todo mundo teve que viajar com uma máscara e luvas.





Nas
principais estações do país, houve um aumento de passageiros entre 30% e 40%, o
que é atribuído aos trabalhadores que pela primeira vez retornaram às suas
empresas. Os bares podiam abrir, mas apenas para servir manualmente para o cliente
consumir na rua, o que levou a uma maior presença do público ao ar livre, cada
pessoa separada das outras e com máscaras que subiam e desciam para beber café
ou cerveja.





Nesta
segunda-feira, o Instituto Superior de Saúde e Estatística ilustrou o
verdadeiro drama que estava "escondido" por trás dos números diários
sobre o envolvimento do coronavírus. A contagem global indica que em toda a
Itália, principalmente nas regiões norte, uma média de 49,4% mais pessoas
morreram até agora este ano do que em 2019. Em Bergamo, um dos epicentros da
pandemia, morreram seis vezes mais pessoas do que no ano passado. Em algumas
cidades do norte, o aumento das mortes varia de 300 a 500%.



 



Extraído
de El País (Espanha)



Tradução:
Helio de Carvalho



📷 Miguel
Medina | AFP

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