Por Ernani Reis, analista da Capital
Research
Um dos
pontos mais sensíveis no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus é o
modelo utilizado para combater a proliferação da doença e seu respectivo
impacto social e econômico em cada país. O tema gera muita discussão e desgaste
político entre as lideranças que optaram pelo lockdown e isolamento social como
medidas preventivas e aquelas que incentivam a reabertura das cidades.
Os modelos
de isolamento foram adotados pela maior parte dos países, entre eles China,
Espanha, Itália e Estados Unidos, que registraram o maior número de casos da
doença. O Brasil também entra na lista, mesmo que alguns estados tenham
administrado de maneira distinta a contenção da Covid-19.
Além da
diferença entre os resultados de cada estratégia, muda também o impacto
econômico e o nível de dificuldade para retomada à normalidade. Dentro desta
perspectiva, o isolamento dos perfis de maior risco aliado ao teste em massa da
população para identificação dos portadores permitiria a continuidade das
atividades, ainda que em menor ritmo, mas ainda há dúvidas sobre a eficiência
deste método no quesito sanitário.
De qualquer
forma, mesmo com as medidas de isolamento, os casos da doença crescem a cada
dia e os sistemas de saúde já começam a ficar sobrecarregados. Por isto, também
vem crescendo o número de estados que consideram adotar uma medida ainda mais
extrema para combater a pandemia: o lockdown.