Até aqui ausente dos holofotes da mídia, o vice-governador Cláudio Castro se tornou governador em exercício do Rio de Janeiro depois do pedido de afastamento de Wilson Witzel do cargo, na manhã desta sexta-feira (20).
Cláudio Castro tem perfil tido como “conciliador” e é, também, um dos alvos da operação e ainda não se pronunciou.
Ex-chefe do gabinete na Alerj, Castro era a aposta de Witzel para acalmar os ânimos de parlamentares da Casa Legislativa durante a crise implodida com o então secretário de desenvolvimento econômico Lucas Tristão, que também é alvo desta operação na manhã de hoje – segundo publicado pelo site UOL.
O processo de impeachment o que está em curso contra Witzel, na Alerj, pode fazer com que Castro assuma definitivamente o cargo.
Nascido em Santos e cantor gospel com dois álbuns já lançados, Castro cumpria o seu primeiro mandato como vereador na Câmara municipal do Rio, em 2018, quando foi escalado pelo PSC para ser vice do quase desconhecido ex-juiz federal que tentava a sorte na política.
A certeza de insucesso na empreitada era tão grande que, dias antes do primeiro turno, assessores já haviam redigido o pronunciamento que marcaria sua volta à Casa Legislativa; no entanto, com Witzel eleito na esteira do bolsonarismo, coube a Castro o papel de “antessala do governador”, como passou a ser chamado ironicamente por prefeitos do interior do estado, que tinham dificuldades de estabelecer diálogo.
Deputados estaduais também precisavam recorrer a Castro para conseguir um café com o chefe do executivo: “só através do Cláudio a gente conseguia falar com o Witzel. Nunca foi fácil, não”.
Discreto, o vice-governador é considerado habilidoso nos bastidores, amigo do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia - ambos do DEM.
Ele também manteve bom trânsito com membros da família Bolsonaro, da qual Witzel se tornou desafeto, após se declarar pré-candidato à presidência da República em 2022.
Nas últimas semanas, com a iminência de assumir o cargo, ele foi o responsável pela volta de André Moura para secretaria da Casa Civil.
Com informações do UOL