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Abandono digital é negligência e pode levar à punição dos pais

Abandono digital é negligência e pode levar à punição dos pais

26/12/2020 09:49:00 | São Paulo | Fonte: Jornal em Destaque

Por Debora Ghelman







"Times New Roman";mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;
mso-bidi-language:AR-SA">Neste período
mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:
PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"> de isolamento social, muitas
pessoas adotaram o trabalho remoto e, simultaneamente, também foram
implementadas aulas online para as crianças. Desta forma, não só os adultos
ficaram totalmente conectados dentro de casa através de smartphones, tablets e
computadores, mas também as crianças, que, hoje em dia contam com ajuda da
tecnologia para estudar.



Se antes da pandemia, a conectividade já estava presente no mundo dos pequenos,
agora, o contato com os eletrônicos se expandiu para além dos momentos de
diversão e está presente durante a maior parte do dia. Hoje, a presença da
tecnologia na vida das crianças se tornou tão ampla, que arrisco chamá-la de ‘a
nova chupeta’, pois possui o papel até mesmo de distrair e acalmar.



Obviamente que o uso da tecnologia entre os pequenos traz muitos ganhos, mas
também é preciso observar os perigos. Com mais tempo em frente a computadores e
celulares, crianças e adolescentes ficam ainda mais vulneráveis nas redes
sociais e correm risco dentro destes ambientes quando não possuem o devido
acompanhamento dos responsáveis.



O abandono digital se caracteriza pela negligência dos pais com relação à
segurança dos filhos no ambiente virtual, o que pode gerar efeitos nocivos e
irreversíveis aos menores. Sendo mais clara, se não é prudente que uma criança
saia de casa sem supervisão de um responsável, o mesmo pode ser dito sobre
deixá-lo à própria sorte navegando na internet e suscetível à interação com
estranhos que possuem as mais variadas intenções possíveis. A internet é a rua
da sociedade atual.



As crianças e adolescentes não possuem grande experiência de vida e, por isso,
não têm ideia do que é considerado ameaça. O perigo pode estar nos chats dos
jogos online, nos grupos de mensagens, no bate papo das redes sociais... A
partir disso, sem monitoramento, eles podem estar expostos e correndo risco
mesmo estando sentados no sofá da sala, a poucos metros dos pais.



Além disto, ainda estão sujeitos a propagandas enganosas, ao cyberbullying, a
troca de imagens impróprias, a realizar compras indevidas no cartão de crédito
e ao compartilhamento de conteúdos falsos e inadequados para menos de 18 anos,
como pornografia e violência. Como se tudo isto já não fosse o bastante, outro
fator a ser considerado deve ser o tempo de acesso à internet. Como estão em
fase de desenvolvimento é fundamental que pratiquem a socialização - com os
familiares e, depois da volta às aulas presenciais, com colegas da mesma faixa
etária. 

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