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Cerca de 3 mil bebês são diagnosticados por ano com mielomeningocele e a cirurgia fetal é um grande avanço no tratamento | Riobrasil Noticias

Cerca de 3 mil bebês são diagnosticados por ano com mielomeningocele e a cirurgia fetal é um grande avanço no tratamento

Cerca de 3 mil bebês são diagnosticados por ano com mielomeningocele e a cirurgia fetal é um grande avanço no tratamento

13/01/2021 13:07:00 | Região Nordeste | Fonte: Jornal em Destaque

De acordo
com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
(FEBRASGO), a cada ano cerca de três mil bebês são diagnosticados com
mielomeningocele. A alteração surge logo no início da gestação e se caracteriza
por um defeito congênito no fechamento das estruturas que constituem a coluna
vertebral e deixam a medula exposta ao líquido amniótico.



 





Para o Dr.
Eduardo Jucá, neurocirurgião pediátrico integrante da equipe multidisciplinar
que atua no Ceará e se dedica à cirurgia fetal, essa malformação, cuja causa
exata é desconhecida, ocorre em cerca de um bebê em cada 2.500 gestações. O
ultrassom é o exame capaz de determinar, antes do nascimento, em que altura da
coluna vertebral está o defeito, o que fornece para os médicos informações
importantes para o planejamento do tratamento.



 



A
cirurgia fetal ou intrauterina é, hoje, o tratamento preferencial para bebês
que são identificados com mielomeningocele no pré-natal. Não para todos, pois
naturalmente há avaliação das condições da mãe e do feto que podem
contraindicar a cirurgia,
destaca o neurocirurgião pediátrico. Nos casos em que é indicado o
procedimento, uma operação no bebê enquanto ainda está no útero, ou seja, antes
de nascer, é realizada. Após a correção, o útero é, então, fechado e o bebê
continua a crescer e se desenvolver até o nascimento
, acrescenta.



 



Os
benefícios da correção não são apenas a curto prazo, de acordo com o médico
Edson Lucena, um dos obstetras da equipe multidisciplinar cearense. O
especialista frisa que crianças que são submetidas à cirurgia fetal de
mielomeningocele possuem maior probabilidade de andar de forma independente.

crianças que não se submetem à intervenção fetal têm mais chances de apresentar
fraqueza nos pés ou nas pernas, e maior risco de desenvolver hidrocefalia. No
entanto, não é possível prever antes do nascimento exatamente quão graves serão
esses problemas
, ressalta.

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