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Cerca de 30 por cento dos brasileiros são hipertensos. Evento on-line celebra Dia de Prevenção à doença

Cerca de 30 por cento dos brasileiros são hipertensos. Evento on-line celebra Dia de Prevenção à doença

19/04/2021 13:34:00 | São Paulo | Fonte: Jornal em Destaque

O
Brasil celebra em 26 de abril o Dia Nacional de Prevenção e Combate à
Hipertensão Arterial, data para conscientizar a população sobre a importância
do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença, que mata mais de dez
milhões de pessoas por ano no mundo. Cerca de 30% dos brasileiros são
hipertensos.



 



A
hipertensão arterial é uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por
níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou
medicamentoso) superam os riscos. É caracterizada pela elevação sustentada dos
níveis de pressão arterial, acima de 140/90 mmHg (milímetros de mercúrio),
popularmente conhecida como 14/9 – o primeiro número se refere à pressão máxima
ou sistólica, que corresponde à contração do coração; o segundo, à pressão do
movimento de diástole, quando o coração relaxa.



 



Por
se tratar de condição frequentemente assintomática, a hipertensão costuma
evoluir com alterações estruturais e/ou funcionais em órgãos-alvo, como
coração, cérebro, rins e vasos. Ela é o principal fator de risco modificável
com associação independente, linear e contínua para doenças cardiovasculares –
entre elas o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral
(AVC), doença renal crônica e morte prematura. Associa-se a fatores de risco
metabólicos para as doenças dos sistemas cardiocirculatório e renal, como
dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes. Sua
identificação e tratamento precoces, reduzem a mortalidade por causas
cardiovasculares. Pode estar relacionada a 80% dos casos de AVC e 60% dos casos
de IAM.



 



Hipertensos,
assim como outros cardiopatas e portadores de doenças crônicas têm
possibilidade de maiores complicações pela Covid-19.



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Cardiopatas
e pacientes com doenças crônicas não devem suspender seus tratamentos por conta
da infecção pelo novo coronavírus. As medicações que fazem os ajudarão a
proteger o organismo, de forma a permitir uma evolução mais favorável da
Covid-19
”,
atesta o presidente do Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC), Audes Feitosa.



 



O
cardiologista apontou obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar,
estresse e envelhecimento como fatores de risco para o desenvolvimento da
hipertensão. O sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o
aparecimento da doença, assim como o consumo exagerado de sal, que associado a
hábitos alimentares não adequados também colaboram para o surgimento da doença.



 



Ao
reconhecer qualquer um dos sintomas, como alteração do movimento e/ou da
sensibilidade em uma parte do corpo; dificuldade de fala ou compreensão; dor de
cabeça intensa e súbita; tontura ou alteração no equilíbrio; alteração da visão
e/ou dificuldade para enxergar, náusea ou vômito, dificuldade para engolir e/ou
perda da consciência (desmaio) – é importante procurar ajuda médica, pois os
profissionais de saúde têm um curto espaço de tempo para atuar: a cada minuto,
milhões de neurônios podem ser perdidos durante um AVC. Quanto mais cedo for
iniciado o tratamento, maior é a chance de recuperação.



 



Feitosa
destaca que a hipertensão tem fatores de risco que são modificáveis e outros
não modificáveis, como predisposição genética e envelhecimento. Por isso é de
fundamental importância trabalhar aqueles que são passíveis de mudança, o que
inclui: manter uma rotina saudável, tendo uma alimentação balanceada e evitando
o sedentarismo – e consequentemente o sobrepeso e a obesidade.



 



O
hábito de fumar, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, diabetes e outras
doenças com causa cardíaca fazem parte do conjunto de fatores de risco.



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Além
disso, se possível, é importante também que a pessoa tente combater o estresse
”, complementa o
presidente do DHA/SBC.



Maratona



 



Para
celebrar o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o
DHA/SBC realiza no dia 24 de abril a Maratona das Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial 2020, a maior imersão em todos os conteúdos relacionados
ao tema.



Serão
12 horas de uma programação ininterrupta, ao vivo, com os maiores especialistas
do País, debatendo as diretrizes que foram atualizadas em novembro do ano
passado. Cada um dos 18 capítulos será apresentado e debatido em sequência.
Cada apresentação de 40 minutos será conduzida pelo próprio coordenador do
capítulo. O evento será online, das 9h às 21h e tem inscrições gratuitas, que
podem ser realizadas AQUI.



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Um
evento como este é importante para a comunidade médica em geral e não apenas
para a Cardiologia. A hipertensão é a doença mais prevalente e a que mais mata
no mundo. Mais de 10 milhões de pessoas morrem por ano no mundo. Convidamos
todos os médicos clínicos, de saúde da família, todos aqueles que tratam a
hipertensão no País para se atualizarem conosco. Em novembro de 2020 foi
editada a última versão da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial e nós
vamos abordar todo o conteúdo na íntegra
”, reitera Feitosa.



 



Diretriz



Em
2020, a SBC, através do DHA, em parceria com as Sociedades Brasileiras de
Hipertensão e Nefrologia, trabalhou na construção das Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial 2020. O resultado desse esforço conjunto e da colaboração
de mais de 90 experts é um documento robusto, rico em atualizações e capaz de
promover avanços no contexto do diagnóstico, avaliação clínica, estratificação,
tratamento e controle da doença hipertensiva nos seus diversos cenários. Acesse
a publicação AQUI.



 



Segundo
as diretrizes, os índices de controle da hipertensão arterial ainda são
insatisfatórios no Brasil. Os motivos para a falta de controle dos hipertensos
são diversos, mas um dos fatores de maior peso neste cenário é a falta de
adesão ao tratamento.



 



A
adesão ao tratamento é um processo complexo e multidimensional no qual se
identificam barreiras relacionadas com as condições sociodemográficas, o
tratamento medicamentoso, os sistemas de saúde, o paciente, e a doença
propriamente dita.



 



Os
problemas de adesão nem sempre são fáceis de se detectar, e quantificá-los é
ainda mais difícil. Medir a adesão ao tratamento é uma tarefa complexa. Não há
um método considerado padrão-ouro que represente as várias dimensões que
envolvem o processo.



 



Programação



Confira
a programação da Maratona das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial
2020, que será realizada dia 24 de abril:



 



ABERTURA
– 8h40



 



1.
DEFINIÇÃO, EPIDEMIOLOGIA E PREVENÇÃO PRIMÁRIA – 9h



Palestrante:
Paulo César Brandão Veiga Jardim



Moderador:
Wilson Nadruz Jr.



 



2.
PRESSÃO ARTERIAL E DANO VASCULAR – 9h40



Palestrante:
Eduardo Costa Duarte Barbosa



Moderador:
Thiago de Souza Veiga Jardim



 



3.
DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO – 10h20



Palestrante:
Marco Antônio Mota Gomes



Moderador:
Audes Feitosa



 



4.
AVALIAÇÃO CLÍNICA E COMPLEMENTAR – 11h



Palestrante:
Rui Manuel dos Santos Póvoa



Moderadora:
Dilma do Socorro Moraes de Souza



 



5.
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR – 11h40



Palestrante:
Maria Eliane Campos Magalhães



Moderador:
Armando Nogueira



 



6.
DECISÃO E METAS TERAPÊUTICAS – 12h20



Palestrante:
Mario Fritsch Neves



Moderador:
Luiz Aparecido Bortolotto



 



7.
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL – 13h



Palestrante:
Carlos Alberto Machado



Moderadora:
Lucélia Batista Neves Cunha Magalhães



 



8.
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO – 13h40



Palestrante:
Sandra C. Fuchs



Moderador:
Roberto Esporcatte



 



9.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO – 14h20



Palestrante:
Andréa Araújo Brandão



Moderador:
Marcus Vinícius Bolívar Malachias



 



10.
HIPERTENSÃO E CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS – 15h



Palestrante:
Fernando Nobre



Moderador:
Antonio Carlos de Souza Spinelli



 



11.
HIPERTENSÃO ARTERIAL NA GESTAÇÃO – 15h40



Palestrante:
Carlos Eduardo Poli de Figueiredo



Moderador:
Emilton Lima Júnior



 



12.
HIPERTENSÃO ARTERIAL NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE – 16h20



Palestrante:
Isabel Cristina Britto Guimarães



Moderadora:
Fernanda Marciano Consolim Colombo



 



13.
CRISE HIPERTENSIVA – 17h



Palestrante:
José Fernando Vilela-Martin



Moderador:
João Roberto Gemelli



 



14.
HIPERTENSÃO ARTERIAL NO IDOSO – 17h40



Palestrante:
Roberto Dischinger Miranda



Moderador:
Osni Moreira Filho



 



15.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SECUNDÁRIA – 18h20



Palestrante:
Juan Carlos Yugar-Toledo



Moderador:
Oswaldo Passarelli Júnior



 



16.
HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE E REFRATÁRIA – 19h



Palestrante:
Celso Amodeo



Moderadora:
Erika Maria Gonçalves Campana



 



17.
ADESÃO AO TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO – 19h40



Palestrante:
Décio Mion Júnior



Moderador:
José Marcio Ribeiro



 



18.
PERSPECTIVAS – 20h20



Palestrante:
Weimar Kunz Sebba Barroso



Moderadora:
Cibele Isaac Saad Rodrigues



 



ENCERRAMENTO
– 21h



 



Inscrições
na Maratona das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2020 podem ser
feitas AQUI.



 



 



SOBRE
A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA



Fundada
em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos
destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000
sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira
maior sociedade do mundo.

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