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Mensagem do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia | Riobrasil Noticias

Mensagem do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia

Mensagem do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia

17/05/2021 13:19:00 | Europa | Fonte: Jornal em Destaque

Genebra,
17 de maio de 2021
Hoje, no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, estou pensando
nas pessoas refugiadas LGBTIQ+ que conheci, para as quais o abuso e a
indignidade se tornaram uma realidade diária. Infelizmente, a dor geralmente
começa em suas próprias casas e com suas próprias famílias, destruindo a rede
de apoio que tantos refugiados me disseram que precisam.





Estou
pedindo aos países que mantenham suas fronteiras abertas para as pessoas
LGBTIQ+ que precisam buscar proteção internacional.





Em El
Salvador, me encontrei com a ativista Bianka Rodriguez. 
Detida sob a
mira de uma arma, abusada pela própria mãe e expulsa da escola por ser trans,
Bianka agora trabalha para garantir leis justas e construir redes de apoio para
pessoas LGBTIQ+ em El Salvador, incluindo aquelas forçadas a deixar suas casas
e comunidades por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Hoje,
tenho o orgulho de anunciar que o ACNUR, Agência da ONU para Refugiados,
escolheu Bianka como a primeira apoiadora trans de alto perfil, para que ela
possa se juntar a nós em nosso trabalho de proteção e defesa das pessoas
LGBTIQ+ deslocadas em todo o mundo.





Relacionamentos
entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas em mais de 70 países, sendo que
seis deles as classificam como puníveis com morte. Em outros países, as pessoas
LGBTIQ+ enfrentam discriminações que as impedem de ir à escola, conseguir
empregos ou ter seus próprios negócios.





Pessoas
LGBTIQ+ frequentemente enfrentam estigma semelhante quando chegam aos países
vizinhos. Elas correm alto risco de abuso sexual e violência e, muitas vezes,
recebem pouca ou nenhuma proteção policial. Frequentemente, são negados
serviços básicos como assistência médica e assistência jurídica.





O ACNUR está
empenhado em proteger os direitos de pessoas LGBTIQ+ que foram deslocadas de
forma forçada. Para fazer isso, continuamos a trabalhar com parceiros LGBTIQ+
da sociedade civil, dos setores público e privado e da academia para garantir
que essas pessoas sejam ouvidas e incluídas nas decisões que as impactam e às suas
comunidades. Contamos com pessoas como Bianka para nos guiar sobre os possíveis
caminhos.





Vivemos em
um mundo que carece cada vez mais de soluções para refugiados. O reassentamento
em outros países - muitas vezes a única opção mais segura para pessoas
refugiadas LGBTIQ+ - é um ponto ainda sensível. Enquanto houver perseguição com
base na orientação sexual e identidade de gênero, apelo aos países para que
deem um passo a favor das pessoas LGBTIQ+, que geralmente correm mais riscos e
precisam urgentemente de segurança.





Toda pessoa
LGBTIQ+ deve poder viver em paz e ter segurança em seu próprio país. O ACNUR
continuará a defender isso. Até lá, precisamos que as nações recebam aqueles
que buscam a condição de refugiado e o ACNUR garantirá que os refugiados LGBTIQ+
recebam o apoio de que precisam onde quer que estejam.






Na foto
manchete de ACNUR / Daniel Dreifuss, a ativista LGBTIQ+ Bianka Rodriguez marcha
com a bandeira do arco-íris em um desfile dos direitos de pessoas trans em San
Salvador, El Salvador.



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