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Tabagismo aumenta riscos de contaminação e agravamento da Covid-19

Tabagismo aumenta riscos de contaminação e agravamento da Covid-19

28/05/2021 13:21:00 | Região Centro Oeste | Fonte: Jornal em Destaque

Os
brasileiros passaram a consumir mais cigarro durante a pandemia da Covid-19. De
acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita em parceria com a
Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Estadual de Campinas,
cerca de 34% dos que se declararam fumantes passaram a consumir mais cigarros
por dia durante o período de isolamento social.



Os
fumantes também podem ficar ainda mais expostos ao contágio pelo coronavírus,
já que o constante manuseio do cigarro com as mãos e o possível contato com a
boca, além da necessidade de tirar a máscara para fumar, podem aumentar a
possibilidade de contágio pelo vírus. Além disso, o estudo publicado no dia 29
de dezembro pelo periódico Thorax, com mais de 2,4 milhões de participantes no
Reino Unido, indica que os fumantes eram 14% mais propensos a terem sintomas
clássicos e evidentes da Covid-19 (tosse persistente, falta de ar e febre) do
que os não fumantes.



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major-latin;color:#7030A0">#DicaEmDestaque: Sempre lembre de usar a máscara
de proteção, andar com álcool gel, respeitar o distanciamento social e sair de
casa somente se necessário! Caso pertença a um dos grupos de risco ou conviva
com alguém que precise de cuidados especiais, evite passeios presenciais. A situação
ainda é bem séria! Cuide-se bem para sairmos juntos desta pandemia o mais
rápido possível. Combinado?



 



Diante
deste número preocupante, campanhas de conscientização sobre os riscos do
cigarro e do tabagismo para a saúde, principalmente durante a pandemia,
passaram a ganhar mais relevância e devem pautar o Dia Mundial do Combate ao
Fumo
, celebrado no dia 31 de maio. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional
de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), cerca de 443 pessoas morrem por
dia por causa do tabagismo.



A
pneumologista Fernanda Miranda, que atende no Órion Complex, alerta que não
existe alternativa saudável para a prática do tabagismo.



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Os
cigarros eletrônicos, que são apresentados como uma alternativa ao fumo, são
também compostos por nicotina e causam dependência da mesma maneira. Outro que
pode ser tão ou até mais prejudicial para a saúde é o narguilé. Cada sessão
deste instrumento corresponde a 100 cigarros fumados
”, detalha Fernanda
Miranda. Além disto, o compartilhamento de narguilés é um fator muito
preocupante pois também pode contribuir para a disseminação do vírus.



A
pneumologista alerta que o cigarro pode causar mais de 50 doenças e, do ponto
de vista pulmonar, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e o câncer de
pulmão são as mais frequentes. Esta última neoplasia teve a terceira maior
incidência entre homens em 2020, segundo o INCA, com quase 18 mil ocorrências
(7,9% dos novos casos) e foi a quarta com mais incidência entre as mulheres,
com mais 12 mil casos (5,6%).

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