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8 Atletas refugiados estreiam neste final de semana nas Olimpíadas Tóquio 2020 | Riobrasil Noticias

8 Atletas refugiados estreiam neste final de semana nas Olimpíadas Tóquio 2020

8 Atletas refugiados estreiam neste final de semana nas Olimpíadas Tóquio 2020

23/07/2021 22:15:00 | Ásia | Fonte: Jornal em Destaque

A Cerimônia
de Abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 foi realizada nesta manhã, abrindo
oficialmente os Jogos Olímpicos com mensagens pela igualdade de gênero e paz
entre as nações. A segunda delegação a se apresentar foi a da Equipe Olímpica
de Refugiados, composta por 29 atletas de 11 países, fruto das ações do Comitê
Olímpico Internacional (COI) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados
(ACNUR).





Após carregar
a bandeira Olímpica em nome da delegação, ao lado do maratonista Tachlowini
Gabriyesos, a nadadora síria Yura Mardini fará amanhã (dia 24, às 7h00) sua
segunda participação em Jogos Olímpicos, assim como haverá a estreia de outros
quatro atletas: o sírio Ahmad Baddredin Wais no ciclismo (à 1h), o afegão
Abdullah Sediqi (taekwondo, às 22h), a iraniana Kimia Alizadeh, bronze nos
Jogos Rio 2016 (taekwondo, às 22h) e o venezuelano Eldric Sella (boxe, às 23h).





Já no
domingo (25), outros três atletas refugiados dão início às suas participações
nos Jogos. Os judocas sírios Sanda Aldass e Ahmad Alikaj (às 23h) e a jovem
ciclista afegã Masomah Ali Zada (à 1h) competem pela primeira vez em uma
Olimpíada, representando toda a determinação e resiliência de pessoas que foram
forçadas a abandonar seus respectivos países por motivos de perseguição,
guerras e violação dos direitos humanos.





Confira
abaixo o perfil dos atletas refugiados que estarão nas pistas, tatame, ringue e
piscina.





Yusra
Mardini não é um nome estranho nos Jogos Olímpicos. Em 2016, ela foi membro da
primeira Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos do Rio de Janeiro. No ano
seguinte, aos 19 anos, a atleta síria foi escolhida como a mais jovem
Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR. A história de Yusra, que atualmente vive
na Alemanha, é repleta de desafios e o esporte sempre esteve ao seu lado como
uma forma de superação e apoio. Quando decidiu deixar a Síria em 2015, foi
também o esporte que a salvou, junto à sua irmã e outras 18 pessoas que estavam
em um barco em direção à costa turca, fugindo da violência na Síria.





Em Tóquio
2020, Kimia Alizadeh vai atrás, mais uma vez, de uma medalha. Isso porque nos
Jogos Olímpicos Rio 2016, ela se tornou a primeira mulher iraniana a ganhar uma
medalha nas Olimpíadas por seu país. Cinco anos depois, a atleta volta a
competir nos jogos, mas em uma delegação diferente. Kimia atualmente vive como
refugiada e tem treinado para repetir o feito de levar mais uma medalha
olímpica para casa, dessa vez na Alemanha.





O
venezuelano Eldric Samuel Sella Rodriguez começou a treinar boxe aos 10 anos e,
neste ano, tem a chance de conquistar a tão sonhada medalha olímpica em Tóquio.
Em 2014, o atleta e a namorada deixaram a Venezuela com o agravamento da crise
e a escalada da violência. Mas, não foram as dificuldades causadas por essa
situação que impediram Eldric de continuar o sonho que começou no popular
bairro 23 de Enero. Atualmente, ele mora em Trinidad e Tobago, onde treina com
a ajuda do pai.





O talento do
ciclista sírio Ahmad Baddredin Wais apareceu logo cedo, aos 14 anos de idade.
Seguindo os passos no esporte de um dos irmãos mais velhos, Ahmad tornou-se uma
estrela nacional e regional da modalidade entre 2008 e 2014. Ele foi o ciclista
júnior de maior sucesso na Síria, ao vencer o Campeonato Árabe e o Campeonato
Sírio. Ele também foi o primeiro jovem atleta a participar do Campeonato
Mundial pela Síria. Com a eclosão da guerra, chegou à Suíça após uma longa
jornada, onde foi recebido por um amigo e sua família em Lausanne. Agora, em
Tóquio, ele espera mostrar ao mundo mais uma vez todo seu talento.





O taekwondo
tem um papel importante na vida de Abdullah Sediqi desde seus oito anos de
idade. Além de ter sido (e ainda ser) um canal para canalizar suas emoções, o
esporte foi também o que fez com que Abdulla deixasse o Afeganistão, após ser
perseguido por suas habilidades. Quando ele decidiu partir, chegou a andar 12
horas seguidas para escapar das ameaças. Atualmente, o atleta vive na Bélgica,
onde dedica todo seu tempo e esforço ao esporte. Em 2019, a dedicação acabou
lhe rendendo uma medalha de prata durante o torneio Spanish Open. Abdullah é um
dos atletas com as maiores pontuação na Equipe Olímpica de Refugiados e sabe
que conseguir uma medalha não é um sonho distante. Ele segue nessa direção
inspirando-se no primeiro medalhista olímpico afegão de taekwondo, Rohullah
Nikpai, que conquistou medalhas em Pequim e em Londres.





Mesmo com a
resistência por parte da sociedade afegã em relação a ciclistas mulheres, o
grupo de ciclismo para meninas fundado por Masomah Ali Zada e sua irmã foi tema
do documentário francês “Les Petites Reines de Kaboul”, lançado em 2016. No
mesmo ano, a atleta passou a integrar a seleção nacional de ciclismo.
Incentivada pelo pai, a ciclista sempre nutriu uma forte paixão pelo esporte,
mas, em 2017, ela e a família deixaram o Afeganistão em direção à França, em
busca de segurança, após sofrerem ameaças. Além de seguir o sonho de levar para
casa uma medalha olímpica, Masomah quer levar ao mundo a mensagem de que
mulheres e mulheres muçulmanas são livres para fazerem o que quiserem.





A judoca e
mãe de três filhos, Sanda Aldass, não sabe o que teria feito sem o esporte em
sua vida. Quando deixou a Síria em direção à Holanda em 2015, a atleta passou
nove meses em um campo de refugiados e seis meses longe da família. Em 2019,
Sanda foi convidada pela Federação Internacional de Judô a integrar o programa
de atletas refugiados da organização. Chegar a Tóquio é um sonho da atleta, mas
de toda a família também, que vibra pela participação de Sanda nos Jogos.





Ahmad Alikaj
nasceu e cresceu na Síria. Quando o conflito, que perdura até hoje, começou,
ele e milhões de outras pessoas deixaram o país em busca de segurança. O judoca
de 29 anos atualmente vive na Alemanha, onde treina e onde teve a oportunidade
de participar de diversos campeonatos. Em 2019, o judoca passou a integrar a
Equipe de Refugiados da Federação Internacional de Judô.





Veja
a seguir os horários em que os atletas competirão no sábado (24):





Natação | Yusra Mardini



24/07,
das 7h às 9h 30 e das 22h30 às 0h20 (horário de Brasília)





Taekwondo | Kimia Alizadeh



24/07,
das 22h às 5h (horário de Brasília)





Ciclismo | Ahmad Baddredin Wais



24/07,
das 1h às 5h35 (horário de Brasília)





Taekwondo | Abdullah Sediqi



24/07,
das 22h às 5h (horário de Brasília)





Boxe | Eldric Samuel Sella Rodriguez



24/07,
das 23h às 2h45 (horário de Brasília)





Veja
a seguir os horários em que os atletas competirão no domingo (25):





Ciclismo | Masomah Ali Zada



25/07,
da 1h às 5h35 (horário de Brasília)





Judo | Sanda Aldass



25/07,
das 23h às 2h30 (horário de Brasília)





Judô | Ahmad Alikaj



25/07,
das 23h às 2h30 (horário de Brasília)





Acesse
o texto no site oficial do ACNUR
aqui


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