O número de
casos suspeitos da variante Ômicron na capital do RJ subiu de 28 para 31 neste
domingo (26), informa o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Com isto,
o total de casos em investigação da nova cepa do coronavírus em todo o estado
saltou de 43 para 46. Até agora, para além dos casos suspeitos, o Rio só teve
um caso importado da Ômicron e segue sem evidências de transmissão local. As
informações são de O Globo.
Segundo
Soranz, todos os casos suspeitos na capital são leves, sem sinais de gravidade.
As outras possíveis ocorrências estão distribuídas por nove municípios, de
acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES): Angra dos Reis (4), Cabo Frio
(1), Macaé (2), Nilópolis (1), Niterói (2), São Gonçalo (1), Saquarema (1) e
Volta Redonda (3).
O governo
estadual foi comunicado na sexta-feira pela rede de laboratórios Dasa, de 43
exames de RT-PCRs para COVID-19 com indicativo da presença da variante Ômicron.
As amostras foram coletadas entre os dias 1° e 20 de dezembro e devem ser
sequenciadas nas próximas semanas. A SES ressalta que não se trata de casos
confirmados da variante Ômicron, uma vez que este tipo de análise serve apenas
como método de triagem.
Soranz
reforça que a principal defesa contra a Ômicron é a dose de reforço. Segundo
ele, 186.442 idosos na cidade estão sem a dose de reforço, o que corresponde a
14,7% da população maior de 60 anos do município.
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É
fundamental que todos os maiores de 60 anos tomem a dose de reforço ao
completar três meses da segunda”, salienta.
A cidade do
Rio liberou a antecipação da dose de reforço de cinco para três meses
após a segunda, embora mantenha o prazo mais longo como recomendação oficial.
Às vésperas de fim de ano, o município registrou uma alta de 64% na
procura por vacinas nas últimas duas semanas. A maioria das doses
aplicadas foi de reforço.
Até o
momento, o município do Rio já identificou uma amostra da nova cepa do
coronavírus, de uma americana que viajou para o Brasil. Por enquanto, a
cidade segue sem transmissão comunitária da Ômicron.
Na
quarta-feira, um estudo sul-africano, que ainda não passou por revisão de
pares, sugeriu riscos reduzidos de hospitalização e doença grave em
pessoas infectadas com a variante Ômicron do coronavírus em comparação com a
Delta. Segundo os autores, parte disso provavelmente se deve à alta imunidade
da população. No caso da vacina da Pfizer, dados laboratoriais indicam que a
proteção contra a Ômicron é insuficiente com duas doses, mas eficaz com três.
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