PROGRAMAÇÃO
FESTA DO TOMATE 2010 (PROGRAMAÇÃO OFICIAL )
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FOTOS MILSON CIPRIANI | 2003
FOTOS MILSON CIPRIANI |
A
Festa do tomate sempre ocorre no feriado prolongado de Corpus Christi ( pronuncia-se
corpus cristie ) .
Origem de Corpus
Christi A origem
da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja
Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do
"Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao
desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu
então, nesta época, o costume de elevar a hóstia depois da
consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística,
chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia
do que para participarem efetivamente da eucaristia. A
Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano
IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada
na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece
no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão
de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que
recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon,
que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Juliana
nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin.
Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon,
na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’
(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi
interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no
calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia).
Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège,
que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264),
e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes
de morrer. A ‘Fête Dieu’
começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com
autorização do arcediago para procissão eucarística
só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício
da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística
pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou
festa nacional na Bélgica. A festa mundial
de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a
morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon
foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII. O
decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida.
Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha,
onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270. O
ofício divino, seus hinos e o Hino ‘Lauda Sion Salvatorem’
são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia
com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter
universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV,
quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições
Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico
mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com
o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. O
Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma
de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu
o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi,
obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas
da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia
e como manifestação pública da fé na presença
real de Cristo na Eucaristia. No
Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília,
em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo
Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima.
A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica
do interior de Minas Gerais. A celebração
de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração
ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo
de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento
esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ale é alimentado
com o próprio corpo de Cristo. Durante
a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a
outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia
permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo
no coração de sua Igreja. Em
1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 –
mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público
de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde
for possível, haja procissão pelas vias públicas’,
mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação
do povo e a dignidade da manifestação.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última
Ceia, quanx'do Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o
meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia
foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi
se celebra sempre numa quinta-feira, após o domingo de Pentecostes. Fonte:
www.nossosaopaulo.com.br Origem de
Corpus Christi Por
quê celebramos? Neste dia recordamos
a instituição da Eucaristia, na Quinta-feira Santa, durante a Última
Ceia: Jesus transformou o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue. É
uma festa muito importante porque a Eucaristia é o maior presente que Deus
nos deu, movido pelo desejo de ficar conosco depois da Ascensão. Origem
da festa Deus propiciou esta festa através
de Santa Juliana de Mont Cornillon. A santa nasceu em Retines, perto de Liège,
Bélgica, em 1193. Órfã desde pequena e educada pelas freiras
agustinianas em Mont Cornillon, ela cresceu, fez a profissão religiosa
e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Por causa de intrigas, teve que
ir embora do convento. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das freiras cistercienses
em Fosses, e foi enterrada em Villiers. Juliana,
desde jovem, teve uma grande veneração pelo Santíssimo Sacramento
e sempre desejava que existisse uma festa especial em sua honra. Este desejo,
diz-se, foi intensificado por uma visão que ela teve da Igreja sob a aparência
de lua cheia, com uma mancha negra, que significava a ausência desta solenidade. Ela
manifestou suas idéias a Roberto de Thorete, então bispo de Liège,
e ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos;
a Jacques Pantaleón, arquidiácono de Liège e depois bispo
de Verdum, ao Patriarca de Jerusalém e finalmente ao Papa Urbano IV. O
bispo Roberto se impressionou favoravelmente e, como naquele tempo os bispos tinham
o direito de ordenar festas para as suas dioceses, invocou um sínodo em
1246 e ordenou que a celebração se realizasse no ano seguinte. Também
o Papa ordenou que um monge chamado João escrevesse o ofício para
essa ocasião. O decreto se mantém preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten,
V.I. 276), junto com algumas partes do oficio. O
bispo Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem,
já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela
primeira vez pelos cânones de São Martim em Liège. Jacques
Pantaleón chegou a ser Papa no dia 29 de agosto de 1261. A ermitã
Eva, com quem Juliana tinha passado um tempo e que também era fervente
adoradora da Santa Eucaristia, insistiu com Henrique de Guelders, bispo de Liège,
para pedir ao Papa que extendesse a celebração ao mundo inteiro.
Urbano IV, sempre admirador desta festa, publicou
a bula "Transiturus" em 8 de setembro de 1264, na qual, depois de louvar
o amor de nosso Salvador manifestado na Santa Eucaristia, ordenou que fosse celebrada
a solenidade de "Corpus Christi" na quinta-feira seguinte
ao domingo da Santíssima Trindade, outorgando ao mesmo tempo muitas indulgências
a todos os fiéis que assistissem à santa misa e ao ofício.
Este ofício, composto pelo Doutor Angélico Santo Tomás de
Aquino a pedido do Papa, é um dos mais belos do breviário romano,
e foi admirado até mesmo por protestantes. A
morte do Papa Urbano IV (2 de outubro de 1264), pouco depois da publicação
do decreto, obstaculizou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou
o assunto em mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou
mais uma vez a adoção da festa. Publicou um novo decreto incorporando
o de Urbano IV. João XXII, sucessor de Clemente V, instou a sua observância. Nenhum
dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto
da celebração. No entanto, essas procissões foram dotadas
de indulgências pelos Papas Martim V e Eugênio IV e se tornaram bastante
comuns a partir do século XIV. A festa
foi aceita em Cologne em 1306; em Worms foi adotada em 1315; em Strasburg em 1316.
Na Inglaterra, foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados
Unidos e em outros países, a solenidade é celebrada no domingo seguinte
ao da Santíssima Trindade. Na Igreja
grega, a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários
dos sírios, armênios, coptas, melquitas e rutínios da Galícia,
Calábria e Sicília. O Concílio
de Trento declara que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzido na Igreja
de Deus o costume de que todos os anos, em determinado dia festivo, se celebre
este excelso e venerável sacramento com singular veneração
e solenidade, e, reverente e honorificamente, seja levado em procissão
pelas ruas e lugares públicos. Nisto, os cristãos testemunham a
sua gratidão e a lembrança de tão inefável e verdadeiramente
divino beneficio, por meio do qual se torna presente de novo a vitória,
o triunfo sobre a morte e a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: es.catholic.net
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